Donnerstag, 26. August 2010
setembro e agosto
diziam que agosto era o mês das colheitas
com os campos de cevada preguiçosamente embalados na luz do entardecer.
mas o que chegou primeiro foi setembro.
e setembro durou anos.
repetidamente
a colheita da minha vida
era o apanhar das missangas caídas do colar da tua
o pulso fechado a fugir de esquinas e tiros
a saudade imensa de olhares tristes, mas quentes.
setembro durou anos.
e agosto acabou por vir como estava prometido
explodindo e barafustando pelos campos
como em áfrica e no fim do mundo.
e eu farta
de segurar as pontas todas deste mundo redondo
e das vidas nele enterradas, quando o sol ainda vai alto
e o outono promete o que não traz.
hoje, é a primeira vez que sinto a vossa falta
sem nada mais além da falta que vocês me fazem. ambos.
no calendário
agosto e setembro deixaram de existir.
o que há são os dias
em que volto a ser filha.
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a estela d'outros,
estado de espírito
Freitag, 2. Juli 2010
I read some Marx and I liked it :)
I thought I just wanted to pass;
Good grades were all I cared for.
My college made me take the class
More stuff for me to ignore!
But then I found out that
His theories weren't so bad:
Labor and class combat,
What a very clever man!
CHORUS
I read some Marx, and I liked it;
The friend of the proletariat.
I read some Marx, just to try it;
Hope Adam Smith don't mind it!
It felt so wrong,
It felt so right;
Men of the working class, unite!
I read some Marx, and I liked it;
I liked it!
There is a spectre hanging o'er
The face of Europe!
'Tis communism, and it's more
Than just a social hiccup.
A time will come soon when
The masses rise as one
To carve out their place in
The brand new poetry to come!
CHORUS
Marx is the man, he's working for you;
The bourgeoisie, they just ain't your crew.
Alienation of labor is bad,
Commodification is not a good fad.
The capitalists are greedy you see;
A shorter workday, now that's what we need!
I'm reading some Marx, and I'm liking it;
Rise up now, proletariat!
CHORUS
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vídeos filosofia
Mittwoch, 16. Juni 2010
oswaldo montenegro - metade
Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito ...
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
[Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.]
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.
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música
Samstag, 5. Juni 2010
Freitag, 4. Juni 2010
Montag, 31. Mai 2010
Freitag, 7. Mai 2010
hoje, quase saltitava pela rua, com o jorge palma no ouvido e meio nas tintas para o sol indeciso.
ninguém na cidade nota o regresso da maré.
eu noto.
maré alta, maré alta...
:))
ninguém na cidade nota o regresso da maré.
eu noto.
maré alta, maré alta...
:))
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estado de espírito
Sonntag, 2. Mai 2010
heavenly creatures
criaturas celestiais - um dos filmes mais estranhos, magoados e ensurdecedores que vi.
hoje, a ouvir um velho CD de Mario Lanza (haverá já CDs velhos?) dei comigo a lebrar-me deste filme que me deixou na altura meio transtornada... tenho de o ir ver outravez, a ver se ainda tem esse efeito sobre mim.
aqui fica o Lanza. e uma crítica do filme, para quem não conhece.
hoje, a ouvir um velho CD de Mario Lanza (haverá já CDs velhos?) dei comigo a lebrar-me deste filme que me deixou na altura meio transtornada... tenho de o ir ver outravez, a ver se ainda tem esse efeito sobre mim.
aqui fica o Lanza. e uma crítica do filme, para quem não conhece.
Freitag, 30. April 2010
ergo...sum?
in wikilingue
e não, não são ataques de umbiguice
alguém procurou "isto" (=planta estela) e deu com o meu blogue :)
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a estela d'outros
Donnerstag, 29. April 2010
Sonntag, 25. April 2010
Freitag, 23. April 2010
papeis velhos 1
Os assassínios dos presidentes Abraham Lincoln e John F. Kennedy estiveram ligados por uma espantosa série de coincidências. Lincoln foi eleito para o congresso pela primeira vez em 1846. O mesmo aconteceu a John F. Kennedy, exactamente 100 anos depois. Lincoln foi eleito como 16º preisdente dos Estados Unidos, no dia 6 de Novembro de 1860. Kennedy no dia 8 de Novembro de 1960. Após a sua morte, sucederam a ambos homens do Sul, com o nome de Johnson, respectivamente Andrew Johnson (nascido em 1808) e Lyndon Johnson (nascido em 1908). John Wilkes Booth, o homem que matou Lincoln, nasceu em 1839, enquanto Lee Harvey Oswald, o assassino de Kennedy, nasceu em 1939. Eram ambos do Sul e foram ambos abatidos a tiro antes de serem julgados. Booth cometeu o seu crime num teatro e correu depois para um armazém. Oswald disparou contra Kennedy da janela de um armazém e refugiou-se depois num teatro.
No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda (William H. Crook):"Creio que há homens que me querem tirar a vida. E não tenho dúvida que o farão. Se tem de ser feito é impossível impedi-lo". E Kennedy, insuspeitadamente, disse à sua mulher Jackie e ao seu conselheiro pessoal Ken O`Donnel:"Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícil. Tudo o que tem a fazer é subir um dia a um edifício alto com uma espingarda de mira telescópia e nada poderá evitá-lo". Esse dia foi mesmo esse dia (Kennedy foi morto 2 horas e meia depois).
Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civís foram mortos a uma sexta-feira atingidos na nuca. As suas mulheres acompanhavam-os. Lincoln foi assassinado no teatro Ford e Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company, modelo Lincoln.
Outra infeliz coincidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy que o aconselhou a não ir ao teatro de Washington nesse dia fatal, e Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln que o desaconselhou fortemente a ir a Dallas.
in "O grande livro do maravilhoso e do fantástico"
págs. 406 e 407
---------------
ora pergunto eu:
para que é que eu guardo papeis destes?
.
No dia em que foi assassinado, Lincoln declarou a um guarda (William H. Crook):"Creio que há homens que me querem tirar a vida. E não tenho dúvida que o farão. Se tem de ser feito é impossível impedi-lo". E Kennedy, insuspeitadamente, disse à sua mulher Jackie e ao seu conselheiro pessoal Ken O`Donnel:"Se alguém quiser realmente matar o presidente dos Estados Unidos, não lhe será muito difícil. Tudo o que tem a fazer é subir um dia a um edifício alto com uma espingarda de mira telescópia e nada poderá evitá-lo". Esse dia foi mesmo esse dia (Kennedy foi morto 2 horas e meia depois).
Lincoln e Kennedy, ambos reconhecidos defensores dos direitos civís foram mortos a uma sexta-feira atingidos na nuca. As suas mulheres acompanhavam-os. Lincoln foi assassinado no teatro Ford e Kennedy num automóvel fabricado pela Ford Motor Company, modelo Lincoln.
Outra infeliz coincidência é que Lincoln tinha um secretário de nome Kennedy que o aconselhou a não ir ao teatro de Washington nesse dia fatal, e Kennedy tinha um secretário chamado Lincoln que o desaconselhou fortemente a ir a Dallas.
in "O grande livro do maravilhoso e do fantástico"
págs. 406 e 407
---------------
ora pergunto eu:
para que é que eu guardo papeis destes?
.
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papeis velhos
Sonntag, 11. April 2010
neruda - muito bem lido!
num alfarrabista junto à bica, comprei, há quase 30 anos, uma edição de buenos aires, 1947 com o mais célebre livro de poemas de neruda. este (nr.20) e o 18, li-os centenas de vezes. hoje chamaram-me à atenção para este link... não faço ideia de quem lê... mas estou quase... felizmente que são só os auscultadores que estão tão perto dos meus ouvidos...
Dienstag, 30. März 2010
o barulho dos eléctricos é como as ondas do mar
sentada no chão com o laptop nos joelhos, entre caixas e mais caixas, o pequenino adormecido no sofá, a grande a ver o dr.house e os eléctricos a passarem barulhentos e agradavelmente repetitivos lá embaixo, como na minha infância, não consigo deixar de deixar escapar um sorriso.
quando era miúda, dormia muitas vezes em casa da minha avó. era embalada por dois sons, que se alternavam a custo. o do relógio a dar horas e meias-horas. e o dos eléctricos que passavam ora no cimo ora no fundo da rua. nos dias de melhor sorte a minha avó encostava-se ao varandim lá pela meia-noite, a ver passar a camioneta do lixo e eu com ela. estávamos assim, uns 10 minutos a ouvir aqueles ruídos citadinos com enlevo. a cidade era um sossego!
a minha mãe contava que se lembrava de ouvir as peixeiras e a mulher da fava frita a passar. eu só me lembro do amolador...
claro que Viena não se deixa levar por modas antigas. nada de pregões ou vendedores ambulantes ... mas os eléctricos aqui, ainda que haja muitos modernos e cheios de boas maneiras, são tão barulhentos como os da minha infância.
o que ajuda a sublinhar este estado de graça, de que finalmente a vida mudou ontem para melhor!
finalmente.
eu com a vida na mão.
quando era miúda, dormia muitas vezes em casa da minha avó. era embalada por dois sons, que se alternavam a custo. o do relógio a dar horas e meias-horas. e o dos eléctricos que passavam ora no cimo ora no fundo da rua. nos dias de melhor sorte a minha avó encostava-se ao varandim lá pela meia-noite, a ver passar a camioneta do lixo e eu com ela. estávamos assim, uns 10 minutos a ouvir aqueles ruídos citadinos com enlevo. a cidade era um sossego!
a minha mãe contava que se lembrava de ouvir as peixeiras e a mulher da fava frita a passar. eu só me lembro do amolador...
claro que Viena não se deixa levar por modas antigas. nada de pregões ou vendedores ambulantes ... mas os eléctricos aqui, ainda que haja muitos modernos e cheios de boas maneiras, são tão barulhentos como os da minha infância.
o que ajuda a sublinhar este estado de graça, de que finalmente a vida mudou ontem para melhor!
finalmente.
eu com a vida na mão.
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estado de espírito
Mittwoch, 17. März 2010
estado do mar 1
é estranho
saber que a vida vai mudar completamente daqui a uns dias e não ter como antecipar a coisa. desde que me lembro de mim tenho repetidamente que obrigar-me à paciência. e ainda não sei como isso se faz.
a paciência tem algo de distenção muscular e respiração abdominal, coisa que eu, muito churchill-iana nessas coisas, nunca soube bem como se sentiam.
vem aí o mar aberto :)
tem mesmo de dar para distender - tudo!
saber que a vida vai mudar completamente daqui a uns dias e não ter como antecipar a coisa. desde que me lembro de mim tenho repetidamente que obrigar-me à paciência. e ainda não sei como isso se faz.
a paciência tem algo de distenção muscular e respiração abdominal, coisa que eu, muito churchill-iana nessas coisas, nunca soube bem como se sentiam.
vem aí o mar aberto :)
tem mesmo de dar para distender - tudo!
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estado de espírito
Sonntag, 7. März 2010
cry me a river
há uma data de versões no youtube, tudo muito a imitar tudo e a fingir que é jazz - só se safa uma versão velhinha e genial da Ella Fitzgerald e esta aqui. chora-me um mar a ver se eu te perdoo ;)
quem diria que isto é de 67...
uma mulher de armas e uma belíssima canção!
quem diria que isto é de 67...
uma mulher de armas e uma belíssima canção!
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estado de espírito
Samstag, 27. Februar 2010
Dienstag, 23. Februar 2010
a ciegas (Miguel Poveda)
No tienes que darme cuenta
A ciegas yo te he querío,
Yo voy por el mundo a tientas
Desde que te he conocido.
Llevo una venda en los ojos
Como pintan a la fe
No hay dolor como esta gloria
De estar queriendo sin ver.
Yo muchas noches sentía
Cercano ya el día
Tus pasos en la casa.
Gracias a Dios que has llegado
Que no te ha pasado
Ninguna cosa mala.
En tus manos un aroma
Que transminaba como el clavel,
Pero yo lo echaba a broma
Porque era esclavo de tu querer.
No tienes que darme cuentas
Que no te las he pedido
Quien va por el mundo a tientas
Lleva los rumbos perdido.
Yo me clavaré en los ojos
Alfileres de cristal
Para no verme cara a cara
Contigo y con tu verdad.
Yo muchas noches sentía
Cercano ya el día
Tus pasos en la casa.
Gracias a Dios que has llegado
Que no te ha pasado
Ninguna cosa mala.
En tus manos un aroma
Que transminaba como el clavel,
Pero yo lo echaba a broma
Porque era esclavo de tu querer.
No tienes que darme cuentas...
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música
Montag, 22. Februar 2010
de quem reza a história?
tenho lido e ouvido umas coisas sobre esta discussão.
e agora dei com este manifesto.
e não páro de abanar a cabeça.
quem é que escreve estas barbaridades? estes lugares-comuns?
estas frases que parecem dizer muito e dissecadas não dizem nada?
enfim, em relação às nove primeiras perguntas
até acho que têm toda a razão, hehe.
somos nós, eu e tu, homens e mulheres que fazemos seja lá o que for, uns melhor e outros pior, etcetera e tal.
a minha pergunta favorita contudo é a penúltima: quem faz a história? :)))
porque felizmente a história está cheia de orientações sexuais de toda a espécie.
a resposta a qualquer destas perguntas porém,
não tem rigorosamente nada a ver com casamentos homosexuais.
agora, aquilo que me deixa um bocadinho preocupada é a quantidade de pessoas que acredita que deve ter a ver, porque lá está, também acreditam que "o poder respeita a cultura e a vontade da maioria"
não sei em que planeta vive esta gente, mas neste não é de certeza!
haja paciência!
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