Freitag, 26. August 2011
A propósito da crónica de António Lobo Antunes que saiu na Visão, no dia 18.
Na segunda-feira faz 6 anos que o meu pai morreu. Seria um dos mortos que esteve em Almeirim, se fosse um dos que esteve lá com o Lobo Antunes, mas não esteve. O meu pai foi à guerra e, apesar dela, teve uma daquelas vidas invisíveis, que só tocam, apertam ou surpreendem quem está por perto. Mas vomitou imenso. O meu pai vomitou sem o dom de saber escrever.
Eu, com 12, 13 anos ia passar os sábados ali para os lados do Largo de Camões, onde se juntavam uns quantos paraquedistas, a jogar às cartas e tal. Toda a gente fingia acreditar que a guerra já tinha acabado. Cresci com ela, com a alma doente do meu pai e com um peso na consciência em relação a África, que perdura até hoje. É a vida. D e facto, é uma bela crónica, como quase todas as que leio do Lobo Antunes.
Montag, 8. August 2011
a "Súplica" de Miguel Torga na minha boca
Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
---------------------------------------------------
Não se iludam. Estou a pensar em 3 pessoas.
E a sentir imensa vontade de engolir grandes goles de água salgada.... Afogar-me nisso de sentir. E não me deixam. Cabrões.
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.
Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria...
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.
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Não se iludam. Estou a pensar em 3 pessoas.
E a sentir imensa vontade de engolir grandes goles de água salgada.... Afogar-me nisso de sentir. E não me deixam. Cabrões.
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estado de espírito
Montag, 1. August 2011
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filosofia dominical
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