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Montag, 11. April 2011

beijos na ordem do discurso

Ora AQUI está uma das coisas que "odeio" na ciência!
Depois o asteroide leva com um bocadinho de "vento", muda de rota, ganha balanço e os pobres desgraçados que sobreviverem ao fim do mundo lá vão ter de arranjar uma explicação para a explicação que devia explicar o que vai acontecer e não explicou o que se deu.
Lá se vão os beijos cosmológicos.
Já quis ser astronauta, mas era miúda. 
Agora já não tenho paciência para este tipo de "conhecimento"!



Toda a ciência começa como filosofia e termina em arte.
(Will Durant, "história da Filosofia")

Freitag, 1. April 2011

as cotas do benfica são um inferno para a vida

Li isto AQUI e achei tão infantil, que tenho de escrever umas linhas.
Acho que nenhuma das pessoas que me lê acredita em Deus, pelo que estou à vontade para expor a minha dúvida ;)

Se bem entendo, o batismo-sem-p é um momento de aceitação na comunidade católica, feito por quem acredita que um novo membro da família deve, num breve festejo, ser oficialmente presente à família religiosa a que pertence (mesmo que ainda não o saiba, mesmo que mais tarde não o queira). Se o acto quebra o feitiço do pecado original ou não, se sem ele não nos salvamos ou não - isso é outra conversa. Mas o acto de batizar uma criança é feito pelos pais, pela família, e tem o peso que qualquer rito de passagem tem: daqui para ali e mais nada.
Comparar isso ao futebol já é uma parvoíce. Mesmo havendo pais benfiquistas ferrenhos que vão do cartório onde registaram o nascimento, à Luz dos seus sonhos, fazer do rebento um benfas sem que ele tenha voto na matéria. Porque é aqui que a porta torce o rabo. O que eu acho realmente estranho é a necessidade que uma pessoa tem de se desbatizar só porque não acredita em Deus.
Vamos lá a ver. Eu batizo o filho porque desejo que a comunidade religiosa em que vivo (e acredito, senão não o batizo) o receba. Ok, não depende da vontade do meu filho. Mas é como comer bifes (e depois cresce e é vegetariano) ou vestir calças à boca-de-sino (e depois dá em polícia), etc. Enquanto são putos o mundo deles é o que os rodeia. Bons pais são capazes de fazer coexistir o mundo em que vivem (e acreditam) com todos os outros possíveis, para que os seus filhos cresçam com liberdade de opinião, de escolha, de expressão. Para que sejam eles próprios e não iguais ou diferentes deles. Ok, o puto cresce e sente que não acredita em Deus e não quer fazer parte desse "clube". Desbatiza-se.
Agora vem a minha dúvida: acham estes senhores da notícia que assim repôem a sua virgindade religiosa? não o fazem.
Primeiro porque o exemplo está mal dado: se se sente do Porto a pagar cotas do Benfica, está ainda no mundo do futebol. Ora, quem é ateu não liga a religiões nenhumas, portanto não gosta do Porto, porque paga as cotas do Benfica, mas simplesmente não gosta de futebol.
O segundo erro é que o senhor batizado não está a pagar cotas nenhumas. Ou em Portugal já se paga para ser católico?

Na Áustria, por exemplo, paga-se um imposto religioso. A Igreja sabe exactamente quanto ganhas e que emprego tens e desconta-te logo. Aqui sim, faria sentido falar em cotas. - mas pessoas que tenham sido baptizadas e abandonem a Igreja, por falta de convicção, por ateísmo ou por outra razão qualquer, abandonam a Igreja, deixam de pagar imposto, recebem um papelinho a dizer que já não são membros da Igreja Católica, mas não deixam de ter sido batizadas. Ainda que depois já não possam, por exemplo, ser padrinhos ou madrinhas de ninguém (o que me parece de uma coerência pouco usual nesta área).  

A graça de Deus, a existir, está dada. Não se volta a tirar - isso são "estórias" que nos contam. Até porque "quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar" e isso seria verdadeiramente contra-produtivo ;) !
E se a graça de Deus não existe, tanto faz como tanto fez.
Desbatizam-se para quê?
Expliquem-me por favor. A sério.

Mittwoch, 2. März 2011

Paulo Sérgio zu Guttenberg

O ministro alemão da defesa copiou à brava na sua tese de doutoramento e depois de 2 semanas a dizer que enfim, estava cheio de stress por, na altura, ter tudo a acontecer ao mesmo tempo (o trabalho, a tese, o filho bébé, a vida familiar - olha-me a lata do menino!) lá decidiu hoje demitir-se. Lembra-nos uma ou outra pessoa conhecida, não é? (menos a demissão, claro!)  ;)

Agora o que me leva a escrever hoje um post é o facto de 57% dos alemães acharem que não valia a pena ele demitir-se por tal coisa. Pensando no Paulo Sérgio e tal, também acho que não.

A vida que levamos está cheia de adversidades. Eu não posso demitir-me desta vida, continuando a viver. Tenho que viver com as minhas asneiras, corrigi-las, mudar o rumo dos erros, evitar erros semelhantes etc.
Agora nesses mundos de futebol e política, faz-se uma asneira e a maior consequência é deixar a asneira feita e ir apanhar ar... Sempre achei uma parvoíce haver treinadores de futebol a serem despachados por dá cá aquela palha. Até porque assisti a muitos jogos na minha vida, em que os 11 dentro do campo poderiam ter feito muito para mudar resultados adversos, seguindo ou não o treinador.
Até no domingo, nos Óscares, alguém disse que passados 3 anos sobre a maior crise financeira comprovadamente provocada por fraudes, nenhum dos envolvidos está preso ou teve de prestar contas.

Este pessoal devia ser obrigado a resolver o assunto antes de se ir embora. Mainada! O Sr. zu Guttenberg devia reescresver a sua tese, ao mesmo tempo que continuava a defender a Alemanha e só se ia embora depois disso ;)

Montag, 21. Februar 2011

Sudão, foto de Kevin Carter, 1993
 
Esta notícia de hoje deixou-me estranhamente confusa.
Faria eu tal foto?
Enxotaria o abutre a seguir? ou antes?
Suicidar-me-ia por ganhar um prémio com ela? ou apesar dele?
Chamaria hoje de "abutre" ao fotógrafo de 1993? ou tê-lo-ei feito na altura e já não me lembro?
Ou sequer achei a foto excelente pelo que apresenta e nem pensei no assunto? Voltaria um dia a pensar nisto tudo, como fez o jornal espanhol, e iria (como ele) à procura do miúdo da foto?
E trata-se de um documento, de fotojornalismo? pode dizer-se que é uma bela foto?

Como disse: estou estranhamente confusa.
Não sei que sentir, para que lado me virar, de quem ter mais pena, se devo sequer sentir pena.
Não é o silêncio ante o horror que acaba com ele.
Morreram todos. O bébé, o fotógrafo e, certamente, o abutre.
E o horror continua.

Montag, 6. Dezember 2010

wikileaks

Esta coisa das fugas de informação que acabam por vir à tona onde e quando menos se espera anda de novo a dividir o mundo. Naqueles que precisam dos EUA, que gostam dos EUA, que dependem dos EUA, que, como os próprios EUA, ainda acreditam que são eles os donos do mundo - e o resto do pessoal, malta de esquerda, sem respeito, uma cambada criminosos que entregam tudo de mão beijada aos terroristas, põem vidas em perigo e apoiam aquele gajo, que é procurado pela interpol por violação.
Eu sou uma destas últimas.
Ainda não sei se concordo com a necessidade de divulgar tudo o que está a ser divulgado. Tudinho mesmo. Provalevmente não sei se concordo, porque metade do que lá está não me interessa. Não porque não tenha valor em si. Embora a lista dos locais a defender seja uma parvoíce óbvia e só prove o formato quadrado do cérebro americano... e o dos que acreditam que os terroristas podem tirar proveito de tal lista, claro.
Vi o video do Iraque (que coloco mais abaixo) e compreendo a necessidade absoluta de transparência - de acabar com as mentiras - sobretudo quando se tem a verdade em mãos. Mas tanto o Iraque como o Afganistão são palcos de guerras inventadas e todos sabemos isso, pelo que descobrir detalhes dessas invenções é simplesmente ter a prova do que se sabe.
Confio que os jornais/revista escolhidos - Guardian, el país, NYT, der Spiegel,  Le Mond - estão a tratar os documentos com o cuidado que o jornalismo de investigação merece (cf  texto do DN )
Por tudo isto, e admitindo que Assange corre o risco de pensar em si mesmo como sendo o Robin dos Bosques do novo século, não posso aceitar que porta-vozes de nações inteiras instiguem à sua morte sem serem chamados à razão.Cambada de cobardes!
Gente que não aguenta a realidade.
Nem quando inventou a mentira, nem agora, que tudo está à vista!

wikileaks rulez. www.wikileaks.ch

Mittwoch, 28. Oktober 2009

pessoal... é acordar!!!!!!!!!!!

a universidade de viena está há já 7 dias ocupada por estudantes que exigem melhor ensino, melhores meios, melhores caminhos. a ela juntam-se agora outras universidades do país! o ministro das ciências aceitou apressado o cargo de comissário na união europeia, para não ter de falar com os estudantes. Há páginas na internet e no facebook para espalhar a palavra. o twitter chorrilha sem parar, a malta jovem está a mexer-se...
a ocupação da universidade significa, comer, dormir e discutir na universidade... muita gente a fazer café e a cozinhar, enquanto outros preparam conferências de imprensa, discutem estatutos de protesto, pintam placards para a manif de hoje à tarde e fazem um jornal de rua!!!!.. eu nunca pensei que os austríacos chegassem tão longe!!!!
e subscrevo as exigências na net, leio os comentários e as notícias, e tentarei ir à manifestação ...

pessoal em portugal... é acordar!!!
uma chance assim, um vento de mudança, não acontece tantas vezes na vida!

educação é poder!

http://unsereuni.at/   (dá para ler em inglês!)


Sonntag, 4. Oktober 2009

a voz dos que não tinham voz

mercedes sosa. a voz dos que não tinham voz.
para quem, como eu, já pôs os pés na américa latina, ainda por cima vinda de um país colonizador, a união dos povos da américa latina tem um peso enorme. por isso escolhi este tema de mercedes sosa, que faleceu hoje, e não gracias a la vida ou um dos meus preferidos ;) para marcar a ida dela deste mundo desigual.

Donnerstag, 10. September 2009


Wuhan, China. - Hier tummeln sich 400 Eltern, die ihre Kinder in den ersten Tagen als Studenten nicht alleine lassen wollen. Die Universität hat in ihrem Turnsaal eine Schlafstätte für die überbesorgten Eltern eingerichtet.

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400 pais e/ou mães, cujos filhos começam agora os seus estudos universitários, foram autorizados a dormir no ginásio da universidade, para estarem mais perto dos seus rebentos, porque não os queriam deixar sozinhos nos primeiros dias.

Dienstag, 8. September 2009

gut gegen nordwind


a vida tem destas coisas.
encontras um amigo de há 15 anos, descobres onde pára a malta toda de então, ouves contar o que fazem os moços que viviam na mesma casa à beirinha do monte, quantos filhos já têm e, como Salzburgo é uma aldeia de postal, ficas a saber por que festas andaram todos nos últimos tempos. pior que as comadres. porque sem toques de má língua, uma conversa a encher-se de momentos não vividos, não acompanhados, não partilhados... e, para acalmar as coisas, dás contigo numa livraria a comprar um bestseller da "literatura para autocarro e eléctrico" para saberes melhor, de que trata a peça com que um deles corre o país.

e depois, como se não bastasse: o livro - que não encontrei em português para os três gatos pingados que lêem isto - conta de uma ponta à outra uma troca de emails entre dois que não se conhecem. são mails divertidos, perspicazes e cheios de notas explicativas, porque a escrita - sem voz nem gestos nem piscadelas de olhos - é um poço de aventuras bem e mal sucedidas. mas são também mails de inevitável aproximação e imensos ombros e copos de vinho tinto onde encostar a dor d'alma. um texto leve, ideal para quando o eléctrico leva as janelas abertas dos dois lados (o que aqui, por si só, tornaria a sua leitura uma impossibilidade ontológica), mas suficientemente real e bem humorado, para dar uma doce peça de teatro.

portanto: deixa lá ver quando é que a peça passa por aqui. a ver se o Edi ainda se lembra de mim ;)

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das Stück „Gut gegen Nordwind" nach dem Roman von Daniel Glattauer. Die Vollblutschauspieler Anita Köchl und Edi Jäger haben eine rasante Version des E-Mail Romans auf die Bühne gebracht, die klug, komisch und zugleich ungeheuer spannend ist. Es geht um die schnelle, jedoch ehrliche Annäherung zweier Menschen über den Mailverkehr und ihre Ängste vor der realen Begegnung. Zugleich baut sich im Laufe des Abends eine irrsinnige Spannung auf. Wird aus der E-Mail Liebe auch die Liebe auf den ersten Blick?