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Ela não cessa de relembrar os "velhos tempos" de Marburgo, a importância na estruturação do seu pensar. Heidegger revela-se na correspondência manipulador nato, mentiroso até, dissimulado. A certa altura, já no pós-guerra, em carta ao marido, Hannah escreve: "Heidegger mente descaradamente, onde e quando e sempre que pode". Porém ela sempre precisou de se representar sempre como a mulher da vida de Heidegger, aquela que o teria compreendido como ninguém. Ilusão (ou não) que ele acalentou.
Cinquenta anos - amor e cumplicidade, inextirpável - de filósofo para filosofo
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tirado daqui
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