Mittwoch, 2. März 2011

Paulo Sérgio zu Guttenberg

O ministro alemão da defesa copiou à brava na sua tese de doutoramento e depois de 2 semanas a dizer que enfim, estava cheio de stress por, na altura, ter tudo a acontecer ao mesmo tempo (o trabalho, a tese, o filho bébé, a vida familiar - olha-me a lata do menino!) lá decidiu hoje demitir-se. Lembra-nos uma ou outra pessoa conhecida, não é? (menos a demissão, claro!)  ;)

Agora o que me leva a escrever hoje um post é o facto de 57% dos alemães acharem que não valia a pena ele demitir-se por tal coisa. Pensando no Paulo Sérgio e tal, também acho que não.

A vida que levamos está cheia de adversidades. Eu não posso demitir-me desta vida, continuando a viver. Tenho que viver com as minhas asneiras, corrigi-las, mudar o rumo dos erros, evitar erros semelhantes etc.
Agora nesses mundos de futebol e política, faz-se uma asneira e a maior consequência é deixar a asneira feita e ir apanhar ar... Sempre achei uma parvoíce haver treinadores de futebol a serem despachados por dá cá aquela palha. Até porque assisti a muitos jogos na minha vida, em que os 11 dentro do campo poderiam ter feito muito para mudar resultados adversos, seguindo ou não o treinador.
Até no domingo, nos Óscares, alguém disse que passados 3 anos sobre a maior crise financeira comprovadamente provocada por fraudes, nenhum dos envolvidos está preso ou teve de prestar contas.

Este pessoal devia ser obrigado a resolver o assunto antes de se ir embora. Mainada! O Sr. zu Guttenberg devia reescresver a sua tese, ao mesmo tempo que continuava a defender a Alemanha e só se ia embora depois disso ;)

2 Kommentare:

jrd hat gesagt…

Já o Paulo Sergio não copiou pelo Paulo Bento porque senão ainda tinha ganho uns joguitos.
;)

José Ricardo Costa hat gesagt…

Eu também não vejo grandes motivos para o ministro se demitir. É um erro, e um erro igualmente moral, mas que não é relevante para as suas funções ministeriais. É um problema entre ele e a Academia. Os ministros são pessoas imperfeitas e com direito ao erro. Se fosse um erro política e tecnicamente grave enquanto ministro, sim senhora. Assim, parece-me excesso de higiene político-moral.
JR