Montag, 1. August 2011

Não se regressa a lugar nenhum. A memória é uma treta. Não se leva nada de um lado para o outro. O sal não se entranha. O mar não afaga os olhos além de si. Os lugares são o que são e a paisagem que os constitui é outra a cada momento de inspiração. Estou onde estou, não querendo estar. E onde estava tentei agarrar-me. Olhei para o mar com intensidade, respirei fundo, subi e desci as calçadas. Dei um beijo suave no rapaz mais calmo do mundo. Bebi cafés atrás de cafés, com o desespero contido de quem sabe que nada mudará. Mas, traiçoeira, tinha esperança de aqui chegar mais salgada e morna, mais doce e calma, mais praia selvagem a saber a maresia. E nada. Nada. A vida amanhã volta a ser aquela merda globalista do mundo num frasco de vidro reciclado. Não sobrou mar, nem o beijo sobreviveu. Não se regressa a lugar nenhum. Nada se traz.

1 Kommentar:

Anonym hat gesagt…

Deus do céu que otimismo !!!