Sonntag, 3. Juli 2011

Samstag, 2. Juli 2011

there's some people who don't like change...

for everyone else... there's wikileaks :)

Freitag, 3. Juni 2011

Freitag, 29. April 2011

Real - idade !!!!

Ok, quem é que ainda não está farto de ouvir
a conversa do Mourinho e do Guardiola???
Agora eu, menina que adora a verdade,
passei-me com este VÍDEO da página do Real...
Tiro o chapéu ao Mourinho e a todos (Ferdinand, por exemplo)
os que viram o lance correctamente, apesar da rapidez.
A verdade, toda a verdade e nada mais que a verdade :)

Donnerstag, 28. April 2011

Kant ia adorar tomar um chá com a D. Amélia



"o próprio sol é que me acompanha!"
quem me dera ver a vida assim!

Mittwoch, 27. April 2011

um conto de fadas é um conto de fadas é um conto de fadas


Na sexta-feira estarei agarrada à televisão a ver o casamento real :)
Não sei se é o lado feminino, o lado infantil ou o lado maternalista que mais se enfeitará dentro de mim. Também não quero saber.
Quando a princesa Diana foi para a Escócia em lua de mel, a minha mãe copiou uma das camisolas que ela trazia vestida, numa reportagem da Hola. Lembro-me da reportagem como se tivesse folheado a revista ontem. E lembro-me do entusiasmo e da precisão da minha mãe, ao escolher o tom de castanho mais aproximado ao castanho espanhol impresso, ao tricotar a camisola para depois combinar – como na revista – o decote com uma saia que a minha tia lhe teve de fazer, a condizer com a princesa, com a revista, com a monarquia.
A minha mãe nunca pareceu uma princesa.
Mas pelo fim que levaram ambas, suponho que reconhecia nela a mesma impotência, antes mesmo de o mundo dar por isso – em ambas.

Casaram e a minha amiga inglesa mandou-nos uma colher foleiríssima [palavra muito em voga nos dias de hoje ;) ].
Tiveram filhos e eu vi-os crescer.
Divorciaram-se e eu pensei o mesmo.
E depois morreu, aquela princesa universal, muito mais universal que a Amidala.

Cresci com aquela família inglesa, sabendo que não era a minha, que não era o que eu queria, que nunca seria nada do que eu achava necessário ao mundo. Mas há um enlevo de que não me liberto, uma ternura estranha quando olho para aquelas pessoas de papel, que existem e não existem. O anacronismo é tal, que é como se os contos de fadas não fossem histórias de ler à noite, mas histórias do tamanho das nossas vidas.

Hoje, sabendo que na sexta-feira vou ver televisão, não me compreendo, não me percebo, tenho até dó de mim. Mas sei que na sexta me estou nas tintas para mim e serei a minha mãe, por um anacrónico e maluco par de horas.

Montag, 25. April 2011

turismo político

Um casal dinamarquês, Pia e Ifinn Taube, "apaixonou-se" pelo 25 de Abril no ano passado, quando esteve de férias em Portugal, e este ano voltou e os dois até já sabem dizer "a luta continua", ainda que num português cheio de sotaque.
"E é tão preciso", disse Pia Taube em inglês.
De férias de novo em Portugal, estas marcadas propositadamente para participar no 25 de Abril e 1.º de Maio, o casal gostava agora de alugar uma casa em Lisboa.
Tudo porque "Portugal ainda é muito original e o socialismo ainda tem significado, o que já não acontece na Dinamarca".
tirado daqui

era o que faltava!
turismo político do norte da europa.
estamos quilhados!!!!!
pela liberdade de expressão! Sempre!

pela liberdade de expressão! Sempre!


mais exemplos da censura
na Galeria Virtual da Censura

Freitag, 22. April 2011

Páscoa
de Paulo José Miranda

Esforça-te para que saibam que o mundo começou de vez
Estende uma palavra amável ao transeunte
E o luxo anacrónico de um sorriso
Àquele que falar mal de ti
Perdoa-o com a ternura de falar bem dele
Segue pela rua não esquecendo nunca
Essa missão dura e difícil que tens pela frente
Ainda que te esbofeteiem, te espezinhem, te humilhem
És e serás sempre o profeta do humano
Aquele que anuncia a chegada do mundo.


livros de Paulo José Miranda AQUI

Donnerstag, 21. April 2011

Mittwoch, 13. April 2011

andam por aí a dizer que hoje é o dia internacional do beijo.
Viena - alten AKH - (c) estela

Montag, 11. April 2011

beijos na ordem do discurso

Ora AQUI está uma das coisas que "odeio" na ciência!
Depois o asteroide leva com um bocadinho de "vento", muda de rota, ganha balanço e os pobres desgraçados que sobreviverem ao fim do mundo lá vão ter de arranjar uma explicação para a explicação que devia explicar o que vai acontecer e não explicou o que se deu.
Lá se vão os beijos cosmológicos.
Já quis ser astronauta, mas era miúda. 
Agora já não tenho paciência para este tipo de "conhecimento"!



Toda a ciência começa como filosofia e termina em arte.
(Will Durant, "história da Filosofia")

Dienstag, 5. April 2011

o elixir da princesa

Por razões que não vêm ao caso,
descobri hoje na net que o Drambuie que tenho cá em casa, na família desde 67, é uma "beberagem que satisfaz" [=gaélico para an dram buidheach] - ou não fosse whisky com mel, ervas e tal.
O elixir de um príncipe revoltoso e meigo.
Em 1745, o príncipe Charles Edward Stuart organizou um exército de clãs nas Highlands Escocesas para recuperar os tronos Britânicos que pertenciam à sua família. Após a Batalha de Culloden em 1746, perante a iminência de uma derrota, o príncipe fugiu para a ilha de Skye, com a ajuda de seu fiel capitão, John MacKinnon do Clan MacKinnon. Segundo a lenda da família, o príncipe recompensou MacKinnon pelo seu apoio com a receita desta bebida, o seu elixir pessoal.
(corrigido da wiki)



Drambuie.com - 1960 

A espada no gargalo da garrafa é uma lembrança de sua origem durante a revolta jacobina de 1745, e os quatro diamantes representam os valores intimamente associados ao Príncipe Charlie - Risco, Rebelião, Paixão e Mistério.



Leio isto e penso na história por trás da garrafa que está no armário.
O meu pai e o meu avô materno choraram nos braços um do outro, quando nasci, com a Praça da Figueira ao fundo, a ver-se por entre as cortinas do quarto do hospital dos empregados do comércio, onde me foram visitar.
Contava a minha avó, com uma indiferença serena que só mulheres sábias têm, que choraram barba e ranho porque eu não era um rapaz. E que mais desesperados ficaram no seu soluçar, quando se lembraram que já não iam abrir a garrafa que o meu pai tinha trazido de algures para a ocasião. Porque a garrafa era para abir e esvaziar se nascesse um rapaz.
Durante muitos anos a garrafa lá ficou, no aparador da sala, onde o meu avô a deixou quando regressou a casa, naquele dia igualmente trágico para os Martins e os Pires. Recebi-a, já mulher adulta, da minha avó, como quem passa uma maldição familiar adiante, na esperança que se acabe. E acabou ;)

Hoje, num raio de segundos, percebi tudo.
O elixir, a Escócia e os diamantes da coisa:
Risco, rebelião, paixão e mistério.
Não bebi nada daquilo, mas está cá tudo ;)

O meu pai e o meu avô já cá não estão.
Senão, abria hoje a garrafa e obrigava-os a beber tudo.

Sonntag, 3. April 2011

Poema de Pedro Sevilla, para Angela Sevilla

Que me llenes la casa de perfumes y medias
de cristal, y me rompas,
con las últimas bandas sonoras de la vida,
el ritmo de los versos que trato de escribir,
yo puedo comprenderlo.
...yo comprendo
la arritmia en la aritmética, el desdén que profesas
por los Austria, los corazones
en la blancura virgen de tus folios,
tus primeros dolores de mujer,
yo lo comprendo todo.
Pero no me provoques, hija mÌa:
no me traigas a casa tan dulces quinceaÒeras
de inexplicables ojos, de miradas
a˙n m·s inexplicables. Diles que no se pinten
los labios en mi espejo, que no te presten ropa.
No metas em mi infierno a esos diablos
que me tratan de usted. Sé buena hija
y evítale a tu padre el duro lance
de morirse de amor por tu mejor amiga.



sobre Pedro Sevilla AQUI

Samstag, 2. April 2011

virei o bico ao prego


Acabo de pregar dois pregos na parede.
E não, não é esta a parte da notícia que mais interessa.
A verdade é que pendurei dois quadros em paredes que não queria esburacar. Fazer buracos nestas paredes significa aceitar que estas são as paredes. As paredes da minha casa. A minha casa nesta cidade. Nesta cidade que não é minha, nem quero que seja. Decidi pendurar os quadros porque me deram pena, assim meio tortos e encostados, eles ainda mais desterrados que eu e com menos culpa, há um ano já a fingirem-se decorativos.
Pendurei os quadros e não aconteceu nada.
Não me doi nada. Nem tenho medo de me ir embora sem ter valido a pena o tempo que estão pendurados.
Posso partir amanhã e lá estão eles hoje, direitinhos e vivos, nessa existência sublime de agradar sem proquê.
Estou bem, acho até que ainda vou pendurar as fotos de família, das férias, do piriquito que não tenho e aqueles quadros de búzios e aquela tela alemã e o poster do concerto do Dylan e .... depois pirar-me desta casa assim que puder :)))

Freitag, 1. April 2011

ai ai ai

Photo: Mathieu Bitton

as cotas do benfica são um inferno para a vida

Li isto AQUI e achei tão infantil, que tenho de escrever umas linhas.
Acho que nenhuma das pessoas que me lê acredita em Deus, pelo que estou à vontade para expor a minha dúvida ;)

Se bem entendo, o batismo-sem-p é um momento de aceitação na comunidade católica, feito por quem acredita que um novo membro da família deve, num breve festejo, ser oficialmente presente à família religiosa a que pertence (mesmo que ainda não o saiba, mesmo que mais tarde não o queira). Se o acto quebra o feitiço do pecado original ou não, se sem ele não nos salvamos ou não - isso é outra conversa. Mas o acto de batizar uma criança é feito pelos pais, pela família, e tem o peso que qualquer rito de passagem tem: daqui para ali e mais nada.
Comparar isso ao futebol já é uma parvoíce. Mesmo havendo pais benfiquistas ferrenhos que vão do cartório onde registaram o nascimento, à Luz dos seus sonhos, fazer do rebento um benfas sem que ele tenha voto na matéria. Porque é aqui que a porta torce o rabo. O que eu acho realmente estranho é a necessidade que uma pessoa tem de se desbatizar só porque não acredita em Deus.
Vamos lá a ver. Eu batizo o filho porque desejo que a comunidade religiosa em que vivo (e acredito, senão não o batizo) o receba. Ok, não depende da vontade do meu filho. Mas é como comer bifes (e depois cresce e é vegetariano) ou vestir calças à boca-de-sino (e depois dá em polícia), etc. Enquanto são putos o mundo deles é o que os rodeia. Bons pais são capazes de fazer coexistir o mundo em que vivem (e acreditam) com todos os outros possíveis, para que os seus filhos cresçam com liberdade de opinião, de escolha, de expressão. Para que sejam eles próprios e não iguais ou diferentes deles. Ok, o puto cresce e sente que não acredita em Deus e não quer fazer parte desse "clube". Desbatiza-se.
Agora vem a minha dúvida: acham estes senhores da notícia que assim repôem a sua virgindade religiosa? não o fazem.
Primeiro porque o exemplo está mal dado: se se sente do Porto a pagar cotas do Benfica, está ainda no mundo do futebol. Ora, quem é ateu não liga a religiões nenhumas, portanto não gosta do Porto, porque paga as cotas do Benfica, mas simplesmente não gosta de futebol.
O segundo erro é que o senhor batizado não está a pagar cotas nenhumas. Ou em Portugal já se paga para ser católico?

Na Áustria, por exemplo, paga-se um imposto religioso. A Igreja sabe exactamente quanto ganhas e que emprego tens e desconta-te logo. Aqui sim, faria sentido falar em cotas. - mas pessoas que tenham sido baptizadas e abandonem a Igreja, por falta de convicção, por ateísmo ou por outra razão qualquer, abandonam a Igreja, deixam de pagar imposto, recebem um papelinho a dizer que já não são membros da Igreja Católica, mas não deixam de ter sido batizadas. Ainda que depois já não possam, por exemplo, ser padrinhos ou madrinhas de ninguém (o que me parece de uma coerência pouco usual nesta área).  

A graça de Deus, a existir, está dada. Não se volta a tirar - isso são "estórias" que nos contam. Até porque "quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar" e isso seria verdadeiramente contra-produtivo ;) !
E se a graça de Deus não existe, tanto faz como tanto fez.
Desbatizam-se para quê?
Expliquem-me por favor. A sério.

Donnerstag, 31. März 2011